Sepultura 30 anos na Audio Club
Publicada em 24, Jun, 2015 por Fabiano Cruz
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Trinta anos de carreira não é para qualquer banda. Menos ainda para uma banda que começou de forma extrema e agressiva no Brasil e conquistou o mundo sendo um dos maiores nomes do Thrash Metal Mundial. “Sepultura do Brasil” causa orgulho toda vez que escutamos, mostra toda uma história de reversos que a banda passou, e sempre se renovando, chegando a atualmente em uma de suas melhores fases da carreira. Andrea Kisser, Paulo Jr, Derrick Green e Eloy Casagrande fizeram shows especiais em comemoração a 30 anos da banda, sendo um deles na capital paulista na casa Audio Club; nem o fato de ser no mesmo fim de semana de Virada Cultural em São Paulo foi fator para que a casa não enchesse: o que vimos foi uma casa abarrotada, com muitas famílias, incluindo seus pequenos graças a uma promoção que a banda lançou, tornando o ambiente não somente festivo, mas também familiar!
E a banda correspondeu a festa... Sendo gravado para um futuro DVD, Kisser comandou a nau carregada de fúria e pancadaria; as mais novas The Vatican e Kairos abriram espaço para Propaganda e Inner Self; a banda se mostrou afinadíssima e com um peso absurdo e, principalmente, com alegria e orgulho por toda a sua carreira. Todos os álbuns foram revistos, por meio de canções como Breed Apart, Choke, Troops of Doom e Sepulnation. O público, extasiado em todo momento, tonavam as clássicas Dead Embruonic Cells e Attitude ainda melhores, e a banda correspondia com surpresas como From the Past Come the Storms. A banda toda estava em uma de suas melhores noites... Kisser comandou como ninguém banda e fãs, Green se moveu por todo o palco e se comunicou além do normal com o púbico, a “cozinha” de Paulo e Casagrande estava em um peso absurdo; particularmente, foi a melhor apresnetação que vi do Sepultura. Claro, os discos Arise e Chaos A.D, clássicos não só da banda, mas sim do Heavy Metal, foram dados mais atenção e a sequência final onde tocaram pérolas do nível de Territory, Biotech is Godzilla, Arise e Refuse/ Resist... como ficar parado? Como ficar sem “bangear”? Impossível. E no bis, a banda não perdoa, e sem dó dos fãs terminam com Bestial Devastation, Apes of God, a inédita – e tão matadora quanto fazendo jus a inclusão no set – Sepultura Under My Skin. Manifest, Ratamahata e Roots Bloody Roots finalizaram com chave de ouro, uma verdadeira “ultima pá de terra nos fãs”.
Claro, nem tudo são flores... o Show atrasou significativamente, com sorte por causa da Virada Cultural, tivemos exclusivamente nesse dia condução por 24 horas; não julgando ninguém, mas esse é um ponto que casas e produções deveriam rever, pois nem todos possuem carro ou moram perto. E o fato de alguns “engraçadinhos” quererem aparecer mais que a banda; como não teve grade, alguns exageraram em subir ao palco e ficar “passeando”, o que causou a irritação do Kisser. Nada que estragasse a festa, mas em certo ponto incomoda.
Fecha-se um ciclo de 30 anos, e mesmo que ainda tem muitos que falam ao contrário por pura teimosia (ou seria... burrice mesmo?) a banda mostrou ser uma das melhores na atividade em se tratando de Thrash Metal e, melhor ainda, com lenha ainda para queimar por mais muitos anos...
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