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“Ocean Rain” & The Dark Wave

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Publicada em 16, Oct, 2010 por Marcia Janini

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Celebrando o feriado prolongado do paulistano, na fria e chuvosa noite de 11 de outubro, pairava no ar a atmosfera perfeita para o show da banda Echo & The Bunnymen, um dos ícones da revolução musical pós-punk nos anos 80.

Com início às 22h00 no Credicard Hall, a banda liderada pelo vocalista e front man Ian McCulloch, iniciou a primeira parte de sua apresentação com a execução literal de seu histórico álbum “Ocean Rain” de 1984. O público apreciou as execuções fidedignas às gravações originais dos clássicos “Silver”, “Nocturnal Me”, “Crystal Days”, “Thorn of Crowns”, o grande sucesso “Killing Moon”, “Seven Seas”, “My Kingdom” e a introspectiva “Ocean Rain”.

Iniciando a segunda parte do espetáculo, após uma pausa de aproximadamente 15 minutos, a banda executou a canção “Going Up” e alguns outros sucessos do seu primeiro álbum “Crocodiles” (1980), como “Rescue”, “Villiers Terrace” e “All That Jazz”, determinando pontos de grande verticalização no show. Nota para a impecável condução da bateria em “All That Jazz”, inspirada, versátil e demonstrando grande personalidade, ampliando a atmosfera soturna da canção e expandindo-a com extrema precisão e talento, em especial na finalização.

A cíclica melodia de “The Disease” (1981) surge no espetáculo como um convite à reflexão sobre a quebra de paradigmas musicais da época, com sonoridade dissonante e curto período de duração, traduzindo elementos do punk tradicional em meio à profusão de sonoridades esparsas, num todo instigante e altamente provocador, determinando um dos momentos de grande densidade do show.

O single “Zimbo”, emprestando da
dos tambores celtas a tônica para seu andamento e ritmo cadenciado, em sincronia com os vocais guturais de MCCulloch em momento inspirado de intensa performance, apresentou grande diferencial ao show, nesta bela analogia ao cancioneiro folk.

Na sequência, as canções “Back of Love” e “The Cutter” ambas do álbum “Porcupine” de 1983, trouxeram canções na cadência rápida e repleta de boas variantes do post punk, traduzindo suave descontração na finalização da apresentação.

O momento do bis brindou os presentes com as execuções fidedignas de “Nothing Lasts Forever” e “Lips Like Sugar”.

Digna de menção a canção do mais recente trabalho da banda “Think I Need It Too” (“The Fountain” – 2009), com grande intensidade sonora e breaks estratégicos valorizando os refrões. Melodia realiza um revival à sonoridade 80’s, traduzindo-a de forma criativa às atuais vertentes do rock. Em tudo interessante, com feeling e grande estilo, foge ao óbvio. Vale a pena conferir...


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