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Slash no Espaço das Américas

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Publicada em 26, Mar, 2015 por Fabiano Cruz


Um dos últimos “guitar hero” que o Rock’ n’ Roll viu nascer anunciou uma pequena turnê no Brasil para a divulgação de seu novo trabalho solo World on Fire, bem aclamado pela crítica; e para a última apresentação em terras brasileiras, o Musicão prestigiou o Slash no Espaço das Américas nesse domingo dia 22 de Março.

Em um bom horário, casa já um pouco cheia, no horário marcado entra em palco o convidado de abertura, Gilby Clarke, companheiro de Slash em tempos de Guns’ n’ Roses. Clarke sem muitos rodeios começa a apresentação com Wasn’t Yesterday Great, mostrando o tom de seu show: puro e simples Rock’ n’ Roll cativante, como se seguiu com Under the Gun e Motorcycle Cowboys. A banda que o acompanha segura muito bem o ritmo cru e visceral que o estilo pede, uma base perfeita pra voz “largada” de Clarke. Não por menos, pois a sequência de It’s Only Rock’ n’ Roll (But I Like It), Knockin’ on Heaven’s Door e Wild Horses (dispensável falar de quem são) mostraram suas influências. A abertura durou uma hora, tempo perfeito para Clarke mostrar um baita trabalho competente e com surpresas, como a versão de Monkey Chow, do próprio Slash na época do Snakepit; aliás, no fechamento com Tijuana Jail o próprio Slash entra no palco para uma “palhinha” ao lado de Clark. Sensacional! O solo duetado deixou todos de boca aberta com um Clarke extremamente solto e a vontade e um Slash deixando os fãs ansiosos pelo seu show.

Em pouco tempo – e no horário sem atrasos, algo raro de se ver em questão de shows no Brasil! – em uma introdução bem tímida, os acordes de You’re a Lie já são soltos, e sem pausas, o primeiro “clássico” da noite: Nightrain. Preciso falar que o Espaço das Américas quase foi abaixo? Logo no começo o nome de Myles Kennedy já foi entoado pelo público dividindo as atenções com o Slash, e não seria por menos; em interpretações impecáveis como em Avalon, o vocalista tem um timbre fenomenal e extremamente versátil, se adaptando a todo e qualquer som que o Slash já gravou com outros vocalistas; chegou a impressionar manter as características das gravações com suas características próprias, como em Ghost, originalmente gravada por Ian Astbuty no primeiro disco solo de Slash e nas músicas do Guns’ n’ Roses – a interpretação em You Cold Be Mine foi perfeita!

Claro, a banda The Conspirators segura muito bem a bronca do Slash e de Kennedy, como mostrado na dupla Doctor Alibi e Welcome to the Jungle, onde a banda teve seu espaço com o baixista Todd Kerns tomando a vez dos vocais para um descanso de Myles Kennedy, que retorna mandando Starlight, The Dissident e Beneath the Savage Sun – importante destacar que a banda é sem firulas e de poucas conversas no palco, mandando um som atrás do outro mantendo o ritmo da apresentação bem uniforme e bem alto!

E ao falar de Slash... Riffs e mais riffs, solos impecáveis, mas foi em Rockett Queen que seu longo solo mostrou tudo que ele é capaz de fazer, em uma criatividade impar e técnicas variadas, mostrando o porquê muitos o considerarem como um dos últimos “guitar heroes” ainda na ativa, e depois de Bent to Fly, o momento ápice do show chega com o “hardaço” World on Fire, a belíssima – e particularmente uma das melhores composições do guitarrista – Anastasia, tocada com sua guitarra/ violão de dois braços, e o “hino” Sweet Child O’Mine. Fôlego? O povo teve, quase sem, para curtir a pancada da única do Velvet Revolver na noite: Slither. E faltava o maior clássico do Guns... Com Gilby Clarke de volta ao palco, Paradise City fechou com chave de ouro a apresentação numa verdadeira festa que somente o Hard Rock pode proporcionar.

Uma apresentação perfeita, mostrando um guitarrista que não parou no tempo, sempre se inovando sem deixar suas raízes de lado – prestem atenção nos riffs e vejam como tem muito da escola clássica da guitarra em roupagens novas! – amparado por uma das melhores vozes na atualidade no Rock e de uma banda precisa e competente. Uma verdadeira aula de Rock’ n’ Roll, duas horas e meia de um show cru e sem frescuras, como todo show de Rock deve ser!


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