Blues e Hard Rock: ZZ Top na Via Funchal
Publicada em 31, May, 2010 por Marcia Janini
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Nos dias 20 e 21 de maio, a banda texana ZZ Top, em sua primeira turnê pelo Brasil, apresentou-se em grande estilo no Via Funchal, com abertura de Hudson Cadorini e Banda Rollemax, para um público de aproximadamente 10.000 pessoas nos dois dias de apresentação.
Com início às 21h00, Hudson Cadorini realiza boa abertura ao show da banda, realizando covers de grandes clássicos do rock, blues, soul e pop com muita desenvoltura e grande presença de palco, sendo bem recepcionado pelo público nesta nova fase de sua carreira.
Assim, grandes pérolas como “Highway Star” (Deep Purple), “Superstition” (Steve Wonder), “Come Together” (Beatles) e “Mr. Crowley” (Ozzy Osbourne) fizeram parte do seleto e variado repertório de canções interpretadas pelo cantor.
Nota para a versatilidade do baterista Ricardo Scarton, de condução firme e precisa, aliando-se em grande harmonia com a excelente guitarra de Brandoff, tendo o baixo de Fernando Beis no contraponto.
Causou certo furor as interpretações de Cadorini, inspiradas, joviais, descontraídas e acima de tudo, executadas com grande personalidade, explorando todo o potencial de seu belo timbre vocal, fugindo do pedantismo. Simples e correto.
Por volta das 22h30, ZZ Top entra no palco, iniciando a apresentação já com grande ponto de verticalização, a canção “Got me Under Pressure”, com bela participação da bateria, num show de técnica e versatilidade de Frank Beard.
O blues divertido e suave de “Waiting for the Bus”, apresenta belos riffs da guitarra de Billy Gibbons, que pontuam e dão força ao refrão com grandes variantes ascendentes. Breaks estratégicos denotam tom descontraído à composição da melodia.
“Pincushion” surge como mais um bom ponto de verticalização ao espetáculo trazendo delicioso swing que remete ao estilo californiano e à surf music em grandes arranjos. Acordes preciosos da guitarra e baixo na conversão ao refrão.
O blues alegre e divertido de “I’m Bad, I’m Nationwide” surge bem pontuado pelo baixo em contraponto à guitarra levemente distorcida e bateria cadenciada.
A deliciosa “Rock me Baby” remete em andamento e cadência ao rock a billy, na versão suavizada e elegante do blues, traduzindo-se em mais um ponto de descontração à apresentação.
Além destas canções, outros grandes clássicos que auxiliaram a escrever páginas da história do rock como “Gimme All Your Loving”, “Sharp Dressed Man” e “Legs” auxiliaram a abrilhantar ainda mais a excelente e bem cuidada apresentação.
Mais surpresas foram reservadas ao momento do bis, iniciando com a divertida versão ao clássico de Elvis Presley “Viva Las Vegas”, em mais um momento de grande versatilidade e precisão técnica da bateria.
“La Grange” em mais uma fusão perfeita de estilos, com elementos do blues, country, rock a billy e classic metal e “Tush”, outro grande clássico da carreira encerram de maneira magistral a excelente apresentação.
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