Electric Pop: Moby em São Paulo
Publicada em 26, Apr, 2010 por Marcia Janini
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O Credicard Hall recebeu na última sexta feira, 23 de abril, o multiinstrumentista, Dj e arranjador Moby, um dos grandes expoentes da música eletrônica atual, em espetáculo que contou ainda com a abertura de uma das revelações do indie rock nacional, o Copacabana Club e participação da dupla de DJs 2Headz no comando das pickups.
Às 21h00, o Copacabana Club iniciou sua apresentação com canções de seu próprio repertório, pautado nas vertentes new wave 80’s, no folk, punk e na surf music, com suaves acentos eletrônicos, compondo seu estilo moderninho e alternativo, numa interessante fusão entre elementos atuais e o charme revisitado de sonoridades retrô.
Divertidas, as ensolaradas e descontraídas canções, trazem belo trabalho do baixo preciso de Tile Douglas em perfeita sintonia com a bateria suave de Claudinha Bukowski e os vocais de timbre doce de Camila, numa apresentação onde a irreverência e jovialidade ditaram a tônica.
Por volta das 22h00, a dupla Marcos e Marcelo Braga do 2Headz, inicia set com influências no krautock alemão, explorando sonoridades como o stynthpop na fusão com elementos da disco, progredindo aos primórdios do break. Em movimento linear, realiza verdadeira viagem sonora, partindo do clássico em conversões bem pautadas até descambar em sonoridades lounge atuais, com elementos do eletro e acid house. Dançante e suave segue em progressões cíclicas, sem perder o contrastante tom de modernidade, em apresentação precisa e bem efetuada.
Moby inicia seu show pouco depois das 23h00, com “A Seated Night”, trazendo introdução densa, remetendo ao canto gregoriano medieval. Canção explora sonoridades pop atuais, com breaks estratégicos no apoio aos refrões e reforço de graves. Presença suave do violino, traduz graça e leveza às conversões.
“Extreme Ways” já inicia na sonoridade arrojada e potente do techno, com influências de synthpop, com fraseado introdutório harmonioso. Atual e dançante.
Introdução explora sonoridade minimal na execução de “Mistake”, na cadência do techno pontuado pelos intensos e poderosos vocalizes soul e baixo de acordes precisos em dub.
“In my Heart” na cadência do pop, traduz em seu bojo elementos extraídos de sonoridades afro que remetem ao samba, mesclando-se ao hip hop em samplers e skratches verticalizados, num bom contraponto aos teclados minimal de Kelli Scarr.
Num dos bons momentos da apresentação, “Why does my Heart Feel So Bad?” traduz grande performance da jamaicana Joy Malcolm, em inspirada interpretação, pautada em sonoridades entre soul, charme e R&B, demonstrando a enorme extensão vocal e técnica da cantora. Fantástico!
A irreverente guitarra remete à sonoridade country de banjos, traduzindo um pop rock alegre e dançante na execução de “We Are All Made of Stars”, traduzida na contagiante cadência do house com elementos que remontam ao new wave e synthpop, com suaves notas esparsas de violino oriental, numa bela e inusitada composição de estilo arrojado.
“Flower” traduz outro momento de intensa verticalização à apresentação, explorando o soul gospel traduzido em roupagem moderna, na fusão com vertentes do pop rock e hardcore atuais. Mais um belo momento dos poderosos vocais de Malcolm.
“Walk on the Wild Side”, traduz modernidade à classic disco com o apelo pop dos samplers, transmitindo aura atual à melodia bem construída, de cadência pautada nas vertentes black do soul e gospel. Contagiante!
A apresentação contou ainda com a brilhante execução de sucessos como “In This World”, “Lift me Up”, “Honey”, “Feeling So Real” e a releitura do clássico “1000”. Brilhante!
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